Educação

Escola Sylvia Mello apela por reformas estruturais

5ª CRE orienta que recursos próprios sejam usados. Escola e Coordenadoria se encontrarão na quinta-feira

Jô Folha -

Um muro interditado, fiação à mostra e uma corda que segura uma das vigas de madeira do alpendre da biblioteca. Essa é a situação da Escola Técnica Estadual Professora Sylvia Mello, do bairro Fragata. Com mais de 650 alunos e Ensino Médio em tempo integral, a comunidade escolar teme pela segurança de todos que circulam pelo educandário. Os reparos já foram solicitados à 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ª CRE), que indicou que tudo seja feito com as verbas próprias do colégio.

Por lá, as aulas estão retornando gradualmente. Mesmo com a pouca adesão ao modo presencial, a vice-diretora do turno da tarde, Maria Angélica Lessa, teme que não possa oferecer a segurança plena a todos, já que os problemas estruturais podem causar situações graves, como algum acidente. "Na situação em que estamos eu preferia que eles não estivessem aqui. Em dias de chuva eu evito ficar perto desses fios", falou.

O muro rachado e visivelmente deformado costeia a entrada dos alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Brum de Azeredo, que utiliza um anexo da Sylvia Mello para as aulas. Com o perigo oferecido pelo muro, a direção da escola decidiu unificar a entrada. Porém, agora todos os alunos passam pelo amontoado de fios que fica logo em seguida do portão principal. Outro ponto precário é a entrada da biblioteca. Uma viga de madeira que sustenta o alpendre está sendo sustentada por uma corda. Se desamarrar, o risco de queda só aumenta.

A diretora, Carla Bozzato, conta que em 2011 já solicitou um reparo no muro. Em 2016 ele foi reconstruído, mas não finalizado - faltando exatamente a parte que hoje se encontra mais deteriorada. Em 2019, segundo Carla, mais uma reforma deste mesmo pedaço foi pedida, junto com os problemas de madeiramento e elétrica identificados pela reportagem. Este ano a escola recebeu a vistoria da 5ª Coordenadoria Regional de Obras (5ª CROP), mas nada evoluiu. Ainda de acordo com a diretora, depois de cobranças do Cpers, ela recebeu um e-mail da 5ª CRE solicitando três orçamentos. "Eu encaminhei os valores, mas me informaram que o reparo do muro seria outro processo e me aconselharam a utilizar outras verbas como, por exemplo, a que destinamos à compra de móveis e eletrônicos", contou.

No entanto, Carla garante que é inviável fazer os reparos desta maneira. "Eu sei que a Coordenadoria quer nos ajudar e eles nos apoiam, mas dessa forma não é possível realizar todas as reformas", pontuou, alegando que a situação se torna cada vez mais insustentável por oferecer risco a toda comunidade escolar.

O que diz a CRE?

A coordenadora da 5ª CRE, Alice Maria Szezepanski, confirma que a escola foi orientada a utilizar os próprios recursos. A titular explica que as empresas que poderiam fazer o serviço declinaram, "então sugerimos que fizessem os orçamentos com prestadores de serviço, o que agiliza o processo e não fica um tempo maior circulando entre as secretarias. É direto com os recursos que a escola recebe do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da autonomia financeira do Estado".

 

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